terça-feira, julho 6

Atropelamento de ciclista poderá se tornar crime doloso

A Câmara analisa o Projeto de Lei 74/07, da deputada Solange Amaral (PFL-RJ), que modifica normas do Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) para estabelecer punições mais rigorosas para crimes cometidos contra ciclistas. Entre as mudanças estão a inclusão dos acidentes que vitimem ciclistas entre os crimes de lesão corporal dolosa - com intenção -, a prisão em flagrante mesmo nos casos em que o motorista preste socorro e o aumento das penas de detenção. Em contrapartida, a proposta proíbe a circulação de bicicletas no sentido contrário ao fluxo dos demais veículos, salvo nos casos autorizados pela autoridade de trânsito.

A tipificação dos crimes de trânsito hoje prevê apenas o homicídio ou lesão corporal culposa - sem intenção. O projeto estabelece que o atropelamento de ciclista, pedestre ou terceiros será considerado crime de lesão corporal dolosa, caso o motorista esteja dirigindo no acostamento; na contramão; sob a influência do álcool ou de substância de efeitos análogos; ou em excesso de velocidade.

O crime também será doloso quando o motorista não guardar a distância lateral de 1,50m ao passar ou ultrapassar bicicleta; participar, em via pública, de corrida, disputa ou competição automobilística não autorizada pela autoridade competente; trafegar em velocidade incompatível com a velocidade estabelecida para a via; dirigir sem a habilitação ou com a habilitação vencida; ou deixar de prestar socorro à vítima ou solicitar auxílio da autoridade pública em caso de acidente.

Flagrante
De acordo com o projeto, nos casos de acidente de trânsito com vítima por crime doloso, o condutor será preso em flagrante e pagará fiança, mesmo que seja prestado pronto e integral socorro. Nos casos de homicídio doloso, a pena de detenção será de seis anos, acrescida da proibição de permissão para dirigir veículo automotor. Atualmente, o Código só prevê a pena de detenção de dois a quatro anos para os casos culposos, e o motorista não é preso em flagrante, nem paga fiança, se prestar socorro às vítimas.

A autora das medidas ressaltou que a prática do ciclismo esportivo e a utilização da bicicleta como meio de transporte se expandiram ao longo dos últimos anos no Brasil. Segundo ela, a frota nacional de bicicletas é de aproximadamente 50 milhões de veículos, que são "utilizadas, em sua esmagadora maioria, por operários que dependem desse veículo para ir trabalhar e retornar aos seus lares".

A carência de vias exclusivas - o País possui apenas 600 quilômetros de ciclovias - resulta em um grande número de acidentes, segundo a deputada. Solange Amaral destacou os dados do Anuário Estatístico de Acidentes de Trânsito de 2002, que registrou a morte de 18.877 cidadãos em acidentes de trânsito. Desse total, 1.529 eram ciclistas e 4.770, pedestres.

Impacto econômico
A parlamentar cita ainda informações do estudo "Impactos Sociais e Econômicos dos Acidentes de Trânsito nas Aglomerações Urbanas", divulgado pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea) em outubro de 2006. Segundo a pesquisa, o custo total dos acidentes nas rodovias brasileiras, no ano passado, foi de R$ 24,6 bilhões. Entre os custos relatados no estudo, estão aqueles decorrentes de perdas em produção, custos médicos (pré-hospitalar, hospitalar e pós-hospitalar), previdência social, custos legais, perdas materiais, despesas com seguro, custos com emergências e remoção/translado, entre outros.

Legislação
Para a deputada, "o triste e preocupante panorama decorre, na realidade, da falta de políticas públicas para fomentar a utilização, com segurança, da bicicleta". Solange Amaral reiterou que a legislação de trânsito brasileira apresenta fragilidades ao infundir no motorista a certeza de impunidade quando comete um homicídio doloso, ainda que imbuído de eventualidade. A deputada ressaltou que o caráter doloso do crime é caracterizado pelo fato de que o agente inicialmente não queria que a manifestação de sua vontade produzisse morte, mas, objetivamente, pôde prever os riscos de sua ocorrência e, desse modo, aceitou ou assumiu essa possibilidade.

Segundo Solange Amaral, "os ciclistas, cotidianamente, correm risco de vida ao utilizarem os mesmos espaços públicos dos condutores de veículos automotores". Ela lembrou que o próprio Código descreve o trânsito como "a utilização das vias por pessoas, veículos e animais", o que mostra a prioridade que é dada aos cidadãos, mas que não é transposta para a tipificação penal prevista na lei.

O projeto será analisado pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, segue para o Plenário.

*Retirado do site da Câmara: http://www2.camara.gov.br/agencia/noticias/102274.html

terça-feira, junho 22

E agora? 20 ou 30 marchas? Sram XX ou Shimano Dynasys???


Todos nós crescemos ouvindo que Shimano era melhor e que é bom é indiscutível, mas a SRAM, empresa americana que cresceu muito nos últimos anos, vem balançando o mercado com suas novidades e a concorrente de olhos puxados não quer ficar pra traz.
A nova guerra entre as duas grandes é o sistema com 10 polias no cassete, onde a diferença fica por conta das coroas, pois uma utiliza 2 e outra 3, e agora? Qual será a melhor opção, qual o mais durável, mais eficiente para cada modalidade de MTB.
A Sram lançou o sistema XX no segundo semestre do ano passado e agora incorpora essa tecnologia a outras linhas como X.0, X.9 e X.7 e a Shimano até agora lançou o XT e SLX com o sistema Dynasys mas sem mudar quase nada no grafismo, resta as especulações quanto ao novo XTR que deve chegar logo.
Vizualmente a SRAM tem agradado mais, com grafismos que lembram bikes de competição em todos os componentes de cada série e a Shimano aposta no Visual já consagrado das linhas XT e SLX pro novo sistema. Mas ainda tem novidade por aí.
Como podemos ver tem muita briga ainda pela frente, resta saber por quanto tudo isso vai chegar pra gente, pobres brasileiros.
Ah! Tema mais uma coisa não sabemos se eles são compatíveis como os tradicionais de 27 e 24 velocidades...
Vamos ver no que dá.

terça-feira, junho 15

Indústria Automobilística enfim entendeu o conceito de "Mobilidade Sustentável"


A Volkswagen apresentou o seu primeiro veículo de duas rodas e o conceito "Think Blue" na Auto China 2010.Por incrível que possa parecer, a bicicleta da Volkswagen chamou mais atenção das pessoas do que os seus próprios carros, além disso gerou no mundo inteiro curiosidade para ver no You tube como ela funciona
http://www.youtube.com/watch?v=sXhhWXw9V7A&feature=related

A empresa tem se referido a ela como a obra de arte da mobilidade.

A VW Bike não tem pedais, é dobrável, freio a disco nas duas rodas e funciona a bateria que pode ser recarregada no próprio carro, em corrente contínua ou numa tomada AC comum. Foi concebida para se encaixar perfeitamente no compartimento do pneu estepe do carro.

O Conceito de mobilidade deste equipamento é para que a bicicleta seja um complemento do carro.

Assim, o motorista poderia deixar seu veículo num estacionamento fora dos grandes centros congestionados e deslocar-se em zonas com tráfego elevado com sua "bicicleta elétrica".

Mas ainda acho que o conceito de bicicleta é com pedais e corrente também, não acham?

sexta-feira, maio 28

Corrida dia 6 de Junho


Ola Pessoal!
Para quem não sabe encaminho a noticia da 1ª Copa Norte Pioneiro de Moutain Bike!


Para que não conhece, a região é linda e bastante montanhosa. É uma região onde se pratica muitos esportes radicais, como vôo livre ( Ibaiti - PicoAgudo/Serra da Iracema) e canoagem (Corredeiras do Rio das Cinzas -Tomazina) O Percurso de Ibaiti a Tomazina é de 48kms (prova). No site estão disponibilizados inclusive a altimetria do percurso.

Links:




Garanto, quem for não vai se arrepender.
Abraço a todos!

Roubo de Bike na Garagem do Condomínio


A algum tempo meu amigo Victor Gianotto teve duas bicicletas roubadas nas seguintes características: uma GTS M7 Azul, grupo Alívio, suspensão RST Ômega com trava (Recuperada) e uma Canadian Winner branca, Grupo Deore e Suspensão ProShok Branca. Estas bicletas foram furtadas dentro do condomínio onde ele morava em dezembro de 2009 onde a segurança é precária e o estatuto do prédio previa a não responsabilidade por furto de bicicletas na garagem do condomício. E neste mês de Abril novamente foram furtadas duas bikes uma dele e outra da sua irmã, desta vez no condomínio onde mora sua mãe, o qual tem porteiro 24 horas com portão duplo e câmeras de segurança, foram levadas uma Giant XTC SE2 Branca e Azul, Grupo Deore e Suspensão Suntour XCT com trava no guidão e uma Astro Planet branca e preta com adesivos de flores e borboletas, câmbios Shimano LX e XTR e suspensão Manitou Elite (vide foto). Neste último roubo conseguimos inclusive as imagens das câmeras de segurança que mostram o momento do furto.
Agora resta a pergunta de quem é a responsabilidade pelo roubo, o condomínio deve assumir o prejuízo que somou próximo de R$ 8.000,00 já que não consta no estatudo do condomínio a isenção de culpa do condomínio pelo furto e na convenção consta que existe esta responsabilidade. O Síndico insiste em dizer que eles não tem nada a ver com o ocorrido e tivemos que apelar pra um advogado.
Agora resta saber como vai ser na justiça.

De volta a Ativa

olá amigos, depois de algum tempo longe do teclado volto a destinar parte do meu tempo ao blog, também estou voltando a pedalar, depois de um período de correria com o trabalho.
Neste período vimos algumas coisas acontecerem, como o movimento Gentileza Gera Gentileza, liderada pelo Terezo. prova de Aventura, logo teremos algumas corridas também.
Agora vamos voltar a ficar ligados e esepramos que nossos amigos blogueiros se multipliquem.
Abraços.

Adriano Geléia

quinta-feira, abril 1

Parece mentira, mas não é. Trânsito mata um londrinense a cada quatro dias


Reportagem do Londrix na íntegra:

Estatística do primeiro trimestre, divulgada nesta 5ª (01/04/2010) pela Ciatran, revela violência nas ruas da cidade.

O trânsito em Londrina matou um londrinense a cada quatro dias no primeiro trimestre do ano. Foram 23 mortes em 89 dias de janeiro a março, conforme balanço divulgado nesta quinta-feira (1º) pela Companhia de Trânsito.

Muitas pessoas ficaram feridas - algumas com gravidade e sequelas permanentes - em decorrência de acidentes no perímetro urbano. Foram 570 feridos no mesmo período - média de 190 ao mês, ou 6,3 por dia.

Em apenas 89 dias, 570 pessoas ficaram feridas no trânsito de Londrina
O trânsito em Londrina matou um londrinense a cada quatro dias no primeiro trimestre do ano. Foram 23 mortes em 89 dias de janeiro a março, conforme balanço divulgado nesta quinta-feira (1º) pela Companhia de Trânsito.

Muitas pessoas ficaram feridas - algumas com gravidade e sequelas permanentes - em decorrência de acidentes no perímetro urbano. Foram 570 feridos no mesmo período - média de 190 ao mês, ou 6,3 por dia.

Março crítico: trânsito deixou 200 feridos e dez mortos

Nos 89 dias do período, foram registradas 1.029 colisões, 160 choques com objetos, 5 capotamentos/tombamentos, 57 atropelamentos e 83 "outros". No total, 1.334 ocorrências. A grande maioria dos envolvidos em acidentes na área urbana são do sexo masculino. Foram 1.793 homens e 471 mulheres.

A faixa etária mais recorrente nas estatísticas dos acidentes é a que compreende a idade entre 30 e 59 anos. Mas muitos acidentes têm envolvimento de motoristas entre 18 e 29 anos - neste caso, foram 820 ocorrências.

Agora imagina pedalar num trânsito desses?
Vamos transformar o trânsito de nossa cidade, vamos de bike.